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domingo, 27 de junho de 2010

Hoje as 23:00 na Discovery Home & Health ( canal fechado) mostrará a historia de um autista, que desenha muito bem, com um detalhe ele desenha tudo de memoria, conhecido como a câmera humana.

Vale a pena assistir.

sábado, 26 de junho de 2010

Olá!
Hoje vou postar, algo muito interesante que eu e as meninas encontramos.
Achamos uma banda Australiana Chamada The Vines, que tem o gênero Rock alternativo ou Rock de garagem; dita popularmente como "o novo Beatles" ou como os "filhos do Nirvana".
Um dos integrantes da banda, Craig Nicholls (vocalista) tem Sindrome de asperger.
Apesar de muitas pessoas terem criticado a banda por causa de Craig, hoje eles fazem muito sucesso e ja lançaram 2 albuns!

Craig superou muitos obstaculos e criticas a sua frente, e
é um exemplo para muitos que não acreditam na capacidade de pessoas com autismo.

Eu particularmente adorei a banda, é uma otima escolha para quem gosta do gênero.
Craig além de ser otimo cantor, tambem é compositor, e é lindo. rsrs
Ja sou Fã ! :)


O video abaixo é da música Ride, espero que gostem :D

e para mais informações: http://www.thevines.com/

sexta-feira, 25 de junho de 2010


A turma da Mônica tem um amiguinho muito especial – o André!

Com ele podemos aprender um pouco mais sobre o autismo e trabalhar a diversidade em sala de aula.

O Gibi "Turma da Mônica - Um amiguinho diferente" pode ser utilizado para trabalhar a diversidade em sala de aula e preparar os alunos para o processo de inclusão social de coleguinhas especiais.

Veja o vídeo de divulgação do personagem André:
http://www.youtube.com/watch?v=3OcuxQGLF_I&feature=player_embedded

e para fazer o download da revista :
http://www.mundoasperger.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=49:andre&catid=42:para-a-sala-de-aula&Itemid=12


Essa iniciativa ajuda muito no processo de inclusão escolar,pois facilita o entendimento para as crianças mais novas, que assim aprendem a respeitar as diferenças entre si.


Vale a pena baixar o gibizinho!
Espero que gostem :D

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Oi !

Bom hoje vou fazer um post , de um depoimento de uma mãe , que fala sobre a aceitação da síndrome do seu filho.Achei o artigo bastante emocionante, espero que gostem !

Mãe relata o difícil processo de aceitação quando o filho tem autismo

Annie Lubliner Lehmann é escritora e vive no Michigan, EUA.
É autora de “The Accidental Teacher: Life Lessons From My Silent Son”.

Annie Lubliner Lehmann Para o 'New York Times'


Quando meu marido e eu soubemos da impossibilidade de cura do autismo de nosso filho Jonah, direcionamos nossas mentes para provar que os peritos estavam errados.

Isso foi há 22 anos.

Nós éramos jovens e ativos, e a lacuna de desenvolvimento entre Jonah, então com três anos de idade, e seus colegas, mesmo sendo óbvia, não era clara.

Sem outras crianças para cuidar na época, a ajuda a Jonah tornou-se o foco de nossas vidas. Cada troca seria uma lição, cada experiência um estudo.

Jonah se importava principalmente com comida (e ainda o faz), então eu ia até o mercado com uma lista e uma agenda, esperando usar aquela paixão para ensiná-lo conceitos essenciais. Eu seguia seu olhar e apontava cores (maçã vermelha) e formas (biscoito redondo).

Quando ele ignorava essas lições, a despeito de nossos mais animados esforços, tentávamos tudo mais que conseguíamos pensar. Nada era difícil ou caro demais. Usamos vitaminas e restringimos sua dieta. Introduzimos quadros de comunicação e organizamos terapias de integração sensorial. Fizemos com que ele usasse fones de ouvido para normalizar sua audição, e tentamos tratamentos miraculosos que nenhum ser humano racional consideraria.

Porém, cada esperança era seguida por um desapontamento. Poderíamos, da mesma forma, estar caçando borboletas com uma rede rasgada.

Todavia, quando Jonah atingiu a adolescência, estávamos esgotados e frustrados, não muito longe de onde começamos. Encaramos o espectro da falta de esperança e a abundância de questões irrespondíveis.

Os dilemas

Quão diferente era Jonah de outras crianças com autismo? Será que ele estaria melhor se não tivéssemos tentado tudo que tentamos? Ou descer da montanha-russa de intervenções significaria nossa desistência?

Embora tentássemos desesperadamente ensiná-lo, tínhamos de admitir que Jonah não era um estudante. O que queríamos que ele fizesse tinha pouco a ver com o que fazia. Se não quisesse fazer algo, ele caía no chão e se recusava a se mover.

Então decidimos recuar e começamos e captar dicas fornecidas por ele.

Fazíamos as mesmas atividades de antes, mas sem uma lista de objetivos. Até então, ele nunca tinha conseguido aproveitar os prazeres sensoriais de seus armazéns de comida sem nossos monólogos sobre o que ele estava olhando. Agora ele estava, finalmente, livre para curtir as coisas por seu próprio intento.

Não muito tempo atrás, encontrei uma cópia de “Cinderela”. Lembrei-me de quando ele tinha cinco anos, a última vez em que tentei ler para ele. Bem, não exatamente “ler”; Jonah sempre demonstrou baixa tolerância à leitura tradicional, então as histórias tinham de ser cantadas ou recitadas ritmicamente.

Enquanto eu cantava “Cinderela”, ele rolou pelo chão, aparentemente insensível à história. Ainda assim, me apeguei à ideia de envolvê-lo e deixei uma frase para que ele a completasse.

“O relógio bateu às doze horas”, eu cantei fora do tom, “ e Cinderela desceu os degraus do palácio, deixando para trás um sapatinho...”.

Ele continuou a rolar, enquanto eu esperava ouvi-lo dizer “de vidro”.

Finalmente ele terminou a sentença para mim. “De leite”, disse ele.

Eu sorri, e ainda estou sorrindo, pois Jonah havia transformado seu professor em aluno. Eu nunca mais consegui ler ou pensar na Cinderela sem enxergar um copo de leite nos degraus do palácio.

Jonah completou 25 anos no último outono, e, quando olho para ele, não consigo deixar de imaginar se os anos passados não foram algum esquema comandado pelo céu para nos dar humildade e nos ensinar o valor da aceitação. Compreender nossa incapacidade de mudá-lo mudou a nós mesmos.

Seu futuro, ao menos a maior parte dele, está definido – numa casa próxima daqui com uma equipe que se importa. Sou grata por ele ter algumas das coisas que quero para meus outros dois filhos: amor, segurança, conforto físico e acesso às suas atividades favoritas.

Ele continua sendo um homem de poucas palavras. Entretanto, embora nos tenha levado anos, finalmente aprendemos que havia algo para ouvir em seu silêncio.



quarta-feira, 23 de junho de 2010








Médico britânico que ligou vacina a autismo perde registro





LONDRES, 24 Mai 2010 (AFP) -Um médico britânico que relacionou a vacina contra sarampo-papeira-rubéola (MMR) ao autismo perdeu seu registro nesta segunda-feira depois de ter sido condenado por má conduta profissional.

O Conselho Geral de Medicina (GMC) considerou que Andrew Wakefield, 53 anos, agiu de forma "desonesta", "enganosa" e "irresponsável" enquanto fazia uma pesquisa sobre uma possível ligação entre a vacina com doenças intestinais e autismo.

O estudo de Wakefield, publicado em 1998, na revista especializada The Lancet, gerou grandes controvérsias, e apesar de especialistas e governos terem garantido que a vacina era segura, causou uma enorme queda nos índices de vacinação.

A revista publicou uma retratação este ano por conta do artigo, depois de o Conselho Geral de Medicina ter considerado que Wakefield havia sido "desonesto" enquanto realizava a pesquisa.

O médico, que era consultor honorário em gastroenterologia experimental no London's Royal Free Hospital na época do estudo, afirmou ter tido consentimento para usar as crianças envolvidas na pesquisa, e anunciou que apelará da decisão.

Em um comunicado, ele afirma que a ação impetrada contra ele e contra seu colega de 73 anos, o professor John Walker-Smith, que também teve seu registro cassado nesta segunda-feira, foi uma tentativa de silenciá-lo.

"Esses esforços (têm como objetivo) me desacreditar e me silenciar, e o processo é uma forma de proteger o governo da exposição no escândalo da vacina MMR", disse.

terça-feira, 22 de junho de 2010


Olá ! Hoje vou postar parte de um artigo bastante interessante que fala sobre os efeitos do bullying em crianças com síndrome de asperger.

Algumas das características que os portadores da Síndrome de Asperger apresentam os tornam alvos potenciais de bullying, que pode gerar conseqüências que têm efeito por um bom tempo. O bullying não é um termo fácil de ser definido. Ele pode ser uma forma de agressão física, verbal, emocional, racista ou sexual.





Os efeitos do bullying em crianças com SA

Fonte: Asperger's Syndrome Foundation

Tradução livre de Ubiratan Bueno



O que é bullying?



Bullying não é um termo fácil de ser definido. Ele pode ser uma forma de agressão física, verbal, emocional, racista ou sexual. O bullying pode incluir:



• Hostilidade e agressão constante contra uma mesma vítima.
• Desequilíbrio de poder entre os agressores e a pessoa intimidada.
• Um resultado doloroso e angustiante para a pessoa que está sendo intimidada.



Por que as crianças com SA podem ser os alvos mais prováveis?



Geralmente, há dois tipos de alvo:


• Alvos passivos: fisicamente mais fracos, tímidos, de baixa auto-estima, solitários e acadêmicos.
• Alvos Pró-Ativos: são percebidos como irritantes e provocativos, socialmente desajeitados, comportamento inadequado, que procuram chamar a atenção e que não sabem quando parar.


Assim, algumas das características que os portadores da Síndrome de Asperger apresentam os tornam alvos potenciais de bullying, como por exemplo:


• Crianças com SA podem procurar ficar sós na hora do intervalo, o que as tornam um alvo óbvio.
• Crianças com Síndrome de Asperger são percebidas como ingênuas, que se deixam levar, excêntricas, de baixa auto-estima, e "pobres" na moeda do estatus social e amizade. Elas não são “legais”, “valentões” ou “populares”, mas vistas como “frágeis”, tendo poucos amigos preparados para defendê-las.
• Crianças com SA não tem o "radar" instintivo que lhes possa dizer quem são os prováveis bullies em seu grupo de relacionamento.



Quem tende a se engajar em um ato bullying?



Quando lhe perguntaram por que eles passaram a intimidar, as crianças responderam:


• para sentir-se melhor
• para assustar os outros
• para ter mais poder e controle
• para ser legal
• para conseguir o que querem



Outras razões mais complexas incluem:

• A necessidade de estar no controle
• A falta de empatia com a vítima
• Uma tendência a desafiar a autoridade
• A necessidade de criar auto-estima através do exercício do poder malicioso e autoritário sobre seus pares
• A necessidade de ser um “gozador”



Os sinais de estar sofrendo bullying



Crianças com Síndrome de Asperger podem não ser capazes de reconhecer que um ato é bullying e, portanto, podem não relatá-lo a um adulto.
Adultos e responsáveis em casa precisam saber reconhecer quando uma criança é uma vítima usando outras formas de evidência:




• evidência física: pertences perdidos ou danificados, ou roupas rasgadas
• evidência médica: contusões ou ferimentos
• evidência psicológica: aumento da ansiedade afetando o sistema gastrointestinal, com dores de estômago e outras condições relacionadas com o stress, bem como problemas com o sono, a relutância em ir para a escola e evitar certas áreas.



Outros sinais:



• Uma mudança no interesse especial de temas relativamente benignos para um intenso interesse em armas, artes marciais e filmes violentos.
• Ao desenhar pode expressar a violência, retaliação e vingança.
• A criança pode imitar os atos das crianças que praticam bullying quando estão brincando em casa.

Os efeitos do bullying em crianças com SA

• Conseqüências psicológicas do bullying podem durar um bom tempo.
• Pode ser desenvolvida a paranóia, achando que estão sendo assediados, por exemplo pensando que todas as crianças o estão intimidando.
• Incapacidade de reconhecer quando gracejos ou brincadeiras de lutas são amigáveis.
• Insultos podem ser interpretados literalmente e um comentário de passagem pode ter implicações de longa duração.

Estratégias para reduzir a freqüência do bullying



Todas as estratégias devem incluir:


• a provável vítima de bullying
• a administração da escola
• os professores
• os pais
• os psicólogos
• as outras crianças
• a criança que se envolve em atos de bullying



para ver o artigo completo :http://www.mundoasperger.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=61:os-efeitos-do-bullying-em-criancas-com-sa&catid=38:artigos-&Itemid=55

segunda-feira, 21 de junho de 2010





Achei essa materia bem interesante, espero que gostem !




Sombras pioram percepção em crianças autistas



Presença de sombras em objetos também prejudica o processamento visual em autistasNew Scientist Já se sabia que crianças autistas têm dificuldades para processar imagens. Elas acham, por exemplo, mais difícil compreender expressões faciais que crianças sem autismo. Agora um estudo publicado na revista "Plos ONE" mostra que a presença de sombras em objetos também prejudica o processamento visual em autistas.

Umberto Castiello, da Universidade de Pádua (Itália) e colaboradores compararam a habilidade de 20 crianças com autismo e 20 crianças sem autismo reconhecerem objetos desenhados com ou sem sombras.

Castiello e seu grupo descobriu que crianças com autismo nomeavam os objetos sem sombra mais rapidamente e objetos com sombra mais lentamente que crianças sem autismo.

Segundo Castiello, crianças sem autismo conectam objetos e suas sombras de uma maneira que facilita o reconhecimento de objetos. Quando essas crianças veem imagens com sombras inconsistentes com o objeto, por exemplo um vaso redondo com uma sombra triangular, o tempo para nomear o objeto é maior do que quando a sombra é consistente com o objeto.

Para crianças com autismo, contudo, faz pouca diferença se as sombras são consistentes com o objeto ou não.

Uma possível aplicação do resultado é o uso de salas de aula mais bem iluminadas para que turmas de autistas tenham menos distrações.

A parte e o todo

De acordo com Uta Frith, psicóloga especializada em autismo do University College London, no Reino Unido, os resultados concordar com a teoria de que autistas não utilizam o contexto em torno de um objeto (no caso, as sombras) para ajudar a interpretar dados visuais.

De maneira mais geral, autistas parecem prestar mais atenção para as partes do que para o todo. Frith nota que crianças com autismo gostam de montar quebra-cabeças, mas, ao contrário de crianças sem autismo, não mostram interesse na figura final.